2ª Semana da Quaresma
São José Oriol (1702)
Jer 17:5-10: Maldito aquele que confia no homem; bendito aquele que confia no Senhor
Sl 1: "Bendito o homem que depositou sua confiança no Senhor"
Lc 16,19-31: Recebeste coisas boas, e Lázaro coisas más; por isso ele encontra conforto aqui
Naquele tempo, havia um homem rico que se vestia de púrpura e linho finíssimo, e que todos os dias se banqueteava e se regalava. 20 Havia também um mendigo, por nome Lázaro, todo coberto de chagas, que estava deitado à porta do rico. 21 Ele avidamente desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico... Até os cães iam lamber-lhe as chagas. 22 Ora, aconteceu morrer o mendigo e ser levado pelos anjos ao seio de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. 23 E estando ele nos tormentos do inferno, levantou os olhos e viu, ao longe, Abraão e Lázaro no seu seio. 24 Gritou, então: - Pai Abraão, compadece-te de mim e manda Lázaro que molhe em água a ponta de seu dedo, a fim de me refrescar a língua, pois sou cruelmente atormentado nestas chamas. 25 Abraão, porém, replicou: - Filho, lembra-te de que recebeste teus bens em vida, mas Lázaro, males; por isso ele agora aqui é consolado, mas tu estás em tormento. 26 Além de tudo, há entre nós e vós um grande abismo, de maneira que, os que querem passar daqui para vós, não o podem, nem os de lá passar para cá. 27 O rico disse: - Rogo-te então, pai, que mandes Lázaro à casa de meu pai, pois tenho cinco irmãos, 28 para lhes testemunhar, que não aconteça virem também eles parar neste lugar de tormentos. 29 Abraão respondeu: - Eles lá têm Moisés e os profetas; ouçam-nos! 30 O rico replicou: - Não, pai Abraão; mas se for a eles algum dos mortos, vão arrepender-se. 31 Abraão respondeu-lhe: - Se não ouvirem a Moisés e aos profetas, tampouco se deixarão convencer, ainda que ressuscite algum dos mortos.
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Comentário
A parábola nos coloca diante de um diálogo no além: o homem rico, em tormento, pede ajuda, enquanto Lázaro descansa ao lado de Abraão. A mensagem é clara: a compaixão se aprende vivendo as Escrituras, que convidam à aproximação com os pobres. Lázaro não é um estranho, ele é nosso irmão, e sua realidade deveria "empobrecer" nossos corações, tornando-nos solidários. Sem Lázaro, a família de seis irmãos está incompleta. Compaixão, mais do que um sentimento, é um valor essencial da fé cristã que nos protege da indiferença. A quem demonstramos compaixão hoje? Estamos dispostos a aliviar as necessidades daqueles que estão ao nosso redor? A verdadeira fé sempre nos leva a cuidar do outro, impulsionados pelo amor e pela misericórdia.
Pensamento do dia:
"Deus é justo e compassivo com seus filhos. Precisamos refletir o seu amor por aqueles que mais precisam e não esquecer que todos somos iguais" (Ariana Jara, Colégio Claretiano Lima, Peru).