18 Domingo do tempo comum
N. Senhora dos Anjos (C. Rica); S. Eusebio de Vercelli (371); S. Pedro Juliano Eymard (1868); S. Justino Rusolillo (1955)
Isaías 55,1-3: Depressa levanta e come
Salmo 145: "Abre a tua mão, ó Senhor, e enche-nos de favores"
Rom 8,35, 37-39: Ninguém vai nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo"
Mateus 14,13-21: Todos comeram até ficarem satisfeitos
Naquele tempo, quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. Ao sair do barco, Jesus viu uma grande multidão.
Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: "Este lugar é deserto e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!" Jesus porém lhes disse: "Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!"
Os discípulos responderam: "Só temos aqui cinco pães e dois peixes". Jesus disse: Trazei-os aqui". Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção.
Em seguida partiu os pães, e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. Todos comeram e ficaram satisfeitos, e dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Comentário
A imagem de Deus apresentada a nós pelos textos bíblicos deste domingo é a de um Deus que transborda de amor, semeando vida neste universo maravilhoso. O salmo diz que Deus abre sua mão e enche todo ser vivo com bênçãos e graças. Um Deus, amor puro, que nos convida a compartilhar uma mesa enorme, onde a comida não se compra com dinheiro. Ele está preparando uma refeição para todos, uma festa fraternal onde todos temos um lugar.
A mesa compartilhada é o símbolo mais belo do sonho de Deus, um sonho que Jesus nos revelou em suas parábolas do Reino. São Paulo nos incentiva a nos apaixonar por esse amor transbordante que se manifestou em Cristo. Nada deve nos separar desse amor: nem a perseguição nem a própria morte.
Nossa tarefa é colaborar nesse projeto de Deus, ajudando a carregar o sofrimento dos inocentes, a fome e o poder da morte. Devemos oferecer os "cinco pães e dois peixes" que temos, vindos da nossa pobreza, ajudando as pessoas a se sentirem em comunidade e compartilharem os bens que Deus nos dá. O primeiro passo, como o Evangelho nos diz, é compadecer-se do sofrimento dos pobres e dar, mesmo que pouco, como os discípulos fizeram. Sem essa pequena contribuição, Jesus não teria cumprido seu sinal profético.
Hoje, bebamos desta fonte de água viva que Jesus nos oferece, como disse no Templo: "Se alguém tiver sede, venha a mim e beba" (Jo 7,37), ou como ele disse à mulher samaritana: "Se conhecêsseis o dom de Deus... Eu vos teria dado água viva " (Jon 4,10).
Como estamos vivendo nosso relacionamento com Deus? Sentimos sua presença? Estamos colaborando na organização de refeições fraternas, acolhendo à mesa aqueles que anseiam por justiça? Celebramos nossa Eucaristia com essa consciência?
Pensamento do dia:
"Tenha fé em Deus e confie em sua providência. Ao compartilhar com os outros, você descobrirá que o pequeno se multiplica e enche tanto seu coração de satisfação quanto aqueles que estão ao seu redor " (Dania Aguilera, Inst. Claret Temuco, Chile).