4º Semana da Quaresma
São Patrício (461)
Ez 47,1-9.12: Vi água fluindo do lado direito do templo, e haverá vida
Sl 46: "O Senhor dos exércitos está conosco"
Jo 5,1-3.5-16: E o homem ficou curado
Naquela época, houve uma festa dos judeus, e Jesus subiu a Jerusalém. 2 Há em Jerusalém, junto à porta das Ovelhas, um tanque, chamado em hebraico Betesda, que tem cinco pórticos. 3 Nesses pórticos jazia um grande número de enfermos, de cegos, de coxos e de paralíticos, que esperavam o movimento da água. 5 Estava ali um homem enfermo havia trinta e oito anos. 6 Vendo-o deitado e sabendo que já havia muito tempo que estava enfermo, perguntou-lhe Jesus: Queres ficar curado? 7 O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; enquanto vou, já outro desceu antes de mim. 8 Ordenou-lhe Jesus: Levanta-te, toma o teu leito e anda. 9 No mesmo instante, aquele homem ficou curado, tomou o seu leito e foi andando. Ora, aquele dia era sábado. 10 E os judeus diziam ao homem curado: E sábado, não te é permitido carregar o teu leito. 11 Respondeu-lhes ele: Aquele que me curou disse: Toma o teu leito e anda. 12 Perguntaram-lhe eles: Quem é o homem que te disse: Toma o teu leito e anda? 13 O que havia sido curado, porém, não sabia quem era, porque Jesus se havia retirado da multidão que estava naquele lugar. 14 Mais tarde, Jesus o encontrou no templo e lhe disse: Eis que ficaste curado; já não peques, para que não te aconteça coisa pior. 15 Aquele homem foi então contar aos judeus que fora Jesus quem o havia curado. 16 Por esse motivo, os judeus perseguiam Jesus, porque fazia esses milagres no dia de sábado.
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Comentário
A pergunta de Jesus ao paralítico é direta: "Você quer ser curado?" Mas por trás dessa pergunta há uma mensagem profunda. A doença afeta não apenas o corpo, mas também o coração e a mente. O paciente pode sentir-se isolado, dependente e com baixa autoestima, como na resposta do paralítico. Jesus, não só o cura fisicamente, mas restaura a sua dignidade. Isso nos convida a refletir sobre nosso relacionamento com os doentes, tanto em casa quanto em hospitais como em outros centros de saúde. A questão é: acompanhá-los ou deixá-los sozinhos com a sua dor? Incluir os doentes em nossos relacionamentos significa restaurar a confiança e a coragem para eles. Também é um chamado para cuidarmos da nossa própria saúde, física e emocional, porque só estando bem podemos servir aos outros. O que podemos fazer hoje para apoiar um paciente próximo de nós e melhorar a sua e a nossa saúde?
Pensamento do dia:
"Confie no poder de Deus para nos curar, não apenas fisicamente, mas também espiritualmente, e lembre-se de que a verdadeira fé deve ir além do cumprimento de regras" (Lucia Purizaca, Colégio Claretiano, Lima, Peru).