Diário Bíblica Portugués

27 de março de 2026

5º Semana da Quaresma  

S. Henrique Susso (1365)

 

Ez 37,21-28: "Farei deles um só povo"

Jer 31: "O Senhor nos guardará como pastor guarda seu rebanho"

Jo 11,45-57: Ele reunirá os filhos de Deus

 

Muitos dos judeus, que tinham vindo a Marta e Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46 Alguns deles, porém, foram aos fariseus e lhes contaram o que Jesus realizara. 47 Os pontífices e os fariseus convocaram o conselho e disseram: Que faremos? Esse homem multiplica os milagres.48 Se o deixarmos proceder assim, todos crerão nele, e os romanos virão e arruinarão a nossa cidade e toda a nação. 49 Um deles, chamado Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano, disse-lhes: Vós não entendeis nada! 50 Nem considerais que vos convém que morra um só homem pelo povo, e que não pereça toda a nação. 51 E ele não disse isso por si mesmo, mas, como era o sumo sacerdote daquele ano, profetizava que Jesus havia de morrer pela nação, 52 e não somente pela nação, mas também para que fossem reconduzidos à unidade os filhos de Deus dispersos. 53 E desde aquele momento resolveram tirar-lhe a vida. 54 Em consequência disso, Jesus já não andava em público entre os judeus. Retirou-se para uma região vizinha do deserto, a uma cidade chamada Efraim, e ali se detinha com seus discípulos. 55 Estava próxima a Páscoa dos judeus, e muita gente de todo o país subia a Jerusalém antes da Páscoa para se purificar. 56 Procuravam Jesus e falavam uns com os outros no templo: Que vos parece? Achais que ele não virá à festa? 57 Mas os sumos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para que todo aquele que soubesse onde ele estava o denunciasse, para o prenderem.  

Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

 

Comentário

Os sinais de Jesus atraem a muitos, mas também provocam rejeição das autoridades, que planejam matá-lo para proteger sua estrutura de poder. Na reunião, os líderes decidem que a morte de Jesus impedirá a dispersão do povo. No entanto, o evangelho de João revela um significado mais profundo: a morte de Jesus unirá todos os filhos de Deus e levará sua obra além das fronteiras judaicas, para toda a humanidade. A unidade é essencial para o bem-estar de qualquer comunidade, mas não surge sozinha. Isso exige esforço, empatia e cuidado para cada membro. A divisão, por outro lado, gera conflito e perda de propósito. Vamos refletir: a violência, em qualquer de suas formas, pode construir unidade? Pelo contrário, sigamos o exemplo de Jesus, que com amor e sacrifício semeou os alicerces de uma humanidade reconciliada e pacífica. O que estamos fazendo para construir unidade em nosso ambiente?

 

Pensamento do dia:

"Tanto Jesus quanto nós carregamos a cruz do que dizem que somos, do que devemos ser e do que realmente somos" (Estrella Morán, Colégio Claretiano Lima, Peru).


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