19 Domingo do tempo comum
S. Antônio Primaldo e 812 Comp. (1480); S. Maximilian Kolbe (1941)
Ez 16,1-15.60.63: Você quebrou seu pacto
Isaías 12: "Tua ira cessou e tu me confortaste"»
Mt 19,3-12: Moisés permitiu o divórcio por causa de vossa teimosia
Naquele tempo, alguns fariseus aproximaram-se de Jesus, e perguntaram, para o tentar:
"É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?' Jesus respondeu:
"Nunca lestes que o Criador, desde o início os fez homem e mulher? E disse: 'Por isso, o homem deixará pai e mãe, e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne'? De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe". Os fariseus perguntaram: "Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?" Jesus respondeu: "Moisés permitiu despedir a mulher, por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. Por isso, eu vos digo: quem despedir a sua mulher - a não ser em caso de união ilegítima - e se casar com outra, comete adultério". Os discípulos disseram a Jesus: "Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se". Jesus respondeu: 'Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. Com efeito, existem homens incapazes para o casamento, porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda".
Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.
Comentário
A pergunta que os fariseus fazem a Jesus, na linguagem atual, poderíamos chamá-la de sexista e patriarcal. Quem pensa assim, acaba fazendo do relacionamento matrimonial uma relação como se a mulher fosse propriedade do marido, sentindo-se no direito de poder dispensar a mulher por qualquer motivo. Jesus nos quer de volta ao plano original de Gênesis, onde homem e mulher são uma só carne, uma só unidade. Ambos são protagonistas, em pé de igualdade, de um mesmo projeto de vida. O decreto de divórcio de Moisés foi uma concessão por causa da dureza do coração humano, mas o plano de Deus permanece o mesmo. Jesus nos convida a ver a vida do casal como um presente de Deus, a viver a sexualidade como uma expressão de amor verdadeiro, já que se descontrolar sempre causa dor. Em uma sociedade onde a sexualidade é vista como objeto de consumo, Jesus nos convida a viver o casamento como uma aliança de vida, um reflexo do Reino de Deus. Como você vive essa realidade na sua família?
Pensamento do dia:
"Nós, jovens cristãos, acreditamos no poder do amor que transcende o tempo e perdura" (Karla Ocampo, Inst. Claret Temuco, Chile).