Diário Bíblica Portugués

17 de Setembro de 2022

Primeira leitura: 1Cor 15,35-37.42-49: 
Semeia-se em corrupção e ressuscita-se em incorrupção.
Salmo: Sl 55(56),10.11-12.13-14 (R. cf. 14c): 
Na presença do Senhor, andarei na luz da vida.
Evangelio: Lc 8,4-15: 
E o que caiu em terra boa são aqueles que, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança.

Tema: São Roberto Belarmino, bispo de doutor da Igreja; Santa Hildegarda de Bingen, virgem e doutora da Igreja (Memórias facultativas)

Naquele tempo: Reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 'O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um.' Dizendo isso, Jesus exclamou: 'Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.' Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. Jesus respondeu: 'A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam. A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança.

 

Comentário 

A Parábola do Semeador fortalece a esperança de quem persevera na escuta da Palavra. O Reino anunciado e realizado em Jesus tem uma força de crescimento irresistível. Por que então esses resultados não são vistos em tantos crentes que ouvem, mas depois abandonam a proposta? Primeiro, porque esta proposta precisa de corações dispostos a viver de uma maneira nova; segundo, porque é aparentemente imperceptível e se desenvolve em pequenas coisas. Apesar de sua pouca notoriedade ou das dificuldades que encontra em sua realização, seu fruto é gerador de vida. Não vamos desanimar! O mesmo relato evangélico oferece uma explicação não da semeadura, mas das diferentes recepções da semente, referindo-se à atitude que cada pessoa adota diante da mensagem de Jesus. Precisamos de pessoas que colaborem na extensão do Reino da vida, gerando esperança em tantas pessoas que só veem egoísmo e morte ao seu redor. Onde você percebe que o reino de Deus dá frutos em sua vida? Seja terreno fértil!

Santo do Dia
S. Hildegarda
1098-1179 ? monja beneditina ? \"Hildegarda? significa \"aquela
que é como uma lança de guerra?

Hildegarda nasceu em 1098, em Bemersheim, e foi superiora do mosteiro das beneditinas, em Bingen. É tida até hoje como a grande mística cristã da Alemanha e conhecida como a \"Sibila de Romênia?, graças ao dom das visões que possuía desde pequena. Nessas visões, ela ouvia interiormente a \"voz? de Deus, que a dirigia nas suas ações. Muito trabalhou pela reforma moral do clero, do monaquismo e do povo. Para isso percorria mosteiros, cidades, países, etc. Tornou-se um referencial não apenas religioso e teológico, mas também intelectual e científico da época, o que levou muitos bispos, abades, reis, príncipes e gente simples buscar nela uma palavra de orientação ou a manter com ela estreita correspondência epistolar. Das suas visões místicas, originaram três obras de excepcional valor espiritual: Liber Scivias (sci vias lucis ? Conhece os caminhos do Senhor); Liber vitae meritorum (Livro dos méritos); Liber divinorum operum (Livro das obras divinas). Morreu aos 80 anos de idade, em 17 de setembro de 1179. É representada como uma monja que escreve ou dita suas visões ao monge Volmaro, que a ajudou a escrever suas visões.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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