Consulta diaria


Primeira leitura: Dt 26, 16-19: 
Tu serás um povo consagrado ao Senhor, teu Deus.
Salmo: Sl 118, 1-2. 4-5. 7-8 (R. 1b): 
Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo!
Evangelio: Mt 5,43-48: 
Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.

 

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Vós ouvistes o que foi dito: 'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!' Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem! Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito.'

Comentário

O convite de Jesus a seus seguidores foi para a perfeição. Muitas vezes, nos grupos religiosos, se entendeu este convite como um convite à santidade. Fazer esta interpretação, bem errada, aliás, é ir contra toda a opção que Jesus fez em sua vida. Dizer que Jesus falava de santidade, é esquecer e anular todo o compromisso que ele assumiu com os pobres, com “os descartados” da história. Jesus esteve abertamente em oposição ao código de santidade do Levítico (Lv 17-26). Se percebermos bem, Jesus durante toda sua vida teve problemas com “os bons”, com “os santos”, com os “legais”. Ele sempre se juntou com os pecadores, excluídos e malditos segundo o sistema religioso judaico. Não estava de acordo com uma lei que fazia de alguns “santos” e “legais” e a outros “pecadores” e “ilegais”. Ser perfeitos como o Pai é viver a misericórdia, a inclusão e a comunhão com todos os homens e mulheres sem distinção alguma. A perfeição de Deus se demonstra quando se transforma em vida o seu projeto de humanização na história.

Santo do Dia
S. Abrão
séc. IV ? \"Abrão? quer dizer \"pai excelso?

Abrão, o Solitário, viveu por volta do ano 300, em Edessa, na Mesopotâmia. S. Efrém, que escreveu sua vida, conta-nos que ele era de família rica e acabou se casando para não contrariar os pais, que promoveram uma grande festa nupcial. No sétimo dia de festejos, Abrão fugiu e se refugiou numa cabana. Para não ser importunado, mandou lacrar a porta, deixando apenas uma abertura para passar a comida. Dez anos depois, com a morte dos pais, herdou grande fortuna, que mandou distribuir aos pobres. O bispo de Edessa, entretanto, obrigou-o a sair da cabana e o enviou como missionário a Beth-Kiduna. Ali construiu uma igreja, sofreu perseguições e trouxe muitos à fé cristã. Conta-se também que Abrão tinha sobre seus cuidados uma sobrinha que com ele levava vida penitente. Seduzida por um falso monge, começou a levar vida dissoluta. Disfarçado de soldado, Abrão foi a seu encontro, comendo e bebendo com ela, revelando naquele encontro quem de fato ele era, conseguindo assim desviá-la do tortuoso caminho.