Consulta diaria


Primeira leitura: Est 4,1.3-5.12-14: 
Não tenho outro defensor fora de ti, Senhor.
Salmo: Sl 137, 1-2a. 2bc-3. 7c-8 (R. 3a): 
Naquele dia em que gritei, vós me escutastes, ó Senhor!
Evangelio: Mt 7,7-12: 
Todo aquele que pede, recebe.

 

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Pedi e vos será dado! Procurai e achareis! Batei e a porta vos será aberta! Pois todo aquele que pede, recebe; quem procura, encontra; e a quem bate, a porta será aberta. Quem de vós dá ao filho uma pedra, quando ele pede um pão? Ou lhe dá uma cobra, quando ele pede um peixe? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai que está nos céus dará coisas boas aos que lhe pedirem! Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas.

Comentário

A oração é a experiência do encontro de uma pessoa com Deus. Porém não esqueçamos que somos cristãos. Orar, então, é encontrar-nos com o Pai que Jesus nos revelou. Esse Pai é o Deus exclusivamente amoroso revelado por Jesus. Quem se encontra com o Pai na experiência da oração experimenta, concretamente, que Deus o acompanha sem o condenar, sem rancor, sem irritação. A ração, porém, precisa produzir efeitos. Acreditamos, ao longo de nossa vida, que efeito da oração é conseguir riquezas ou as intervenções extraordinárias (mágicas) de Deus. A oração cristã possibilita que em cada crente aflore plenamente a humanidade. A oração não precisa fazer de nós melhores católicos, melhores religiosos ou melhores adeptos de um credo. Não. A oração tem por finalidade fazer de nós pessoas melhores. Um cristão que ora deve ser alguém de uma ética clara e concreta, onde o amor, a inclusão, o perdão, a reconciliação, o respeito fascinante pela diferença, a defesa dos pobres, o clamor da justiça, o cuidado da criação e a bondade sem limite sejam a quinta essência de sua vida.

Santo do Dia
B. Tiago Gusmão
1834-1888 ? fundador dos missionários Servos dos Pobres 
e das Servas dos Pobres

Natural de Palermo, ficou órfão aos três anos e foi criado pela irmã mais velha, Vicentina. Formado médico em 1855, exerceu a profissão junto aos habitantes de S. José Jato, mas, orientado por seu conselheiro espiritual, Domenico Turano, decidiu-se pelo sacerdócio. Estudou no Oratório de S. Filipe Neri de Palermo. Os primeiros anos de sacerdócio foram marcados por forte crise espiritual que só em 1864 seria superada quando, num retiro no mosteiro de S. Martino delle Scale, teve uma inspiração de que a vontade de Deus que ele fosse \"apóstolo da caridade?. A exemplo da família Michele de Franchis, que a cada dia reservava nas refeições um prato de comida que era dado a um pobre, tomou a iniciativa de criar a  Associação do Prato  do Pobre. A população respondeu a seu apelo contra a fome com a criação de casas para idosos e órfãos e colônias agrícolas. Tais iniciativas culminariam na fundação das congregações dos Servos e das Servas dos Pobres, aprovadas pela Santa Sé em 1887. Na vida, sua preocupação maior foi a de discernir a vontade de Deus e encontrar nela a paz interior. Em uma de suas cartas, dizia: \"O desejo de minha alma é cumprir em tudo a divina vontade; e o temor de não fazê-lo até agora é para mim um verdadeiro martírio...? . Em 1983, foi proclamado bem-aventurado por João Paulo II.