Consulta diaria

Primeira leitura: 1Jo 4,11-18:
Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco.
Salmo: Sl 71 (72), 1-2. 10-11. 12-13 (R. Cf. 11): 
As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
Evangelio: Mc 6,45-52: 
Viram Jesus andando sobre as águas.

 

 

Depois de saciar os cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: 'Coragem, sou eu! Não tenhais medo!' Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido.

Comentário

A plenitude do amor de Deus no crente é a presença do Espírito Santo, que se distingue por ser uma presença dinâmica que nos leva a agir como Deus age: amando. Pelo contrário, o sintoma mais claro de que o crente não está em comunhão com Deus é sua falta de amor. O amor cristão não é um sentimento, nem afeição, mas uma virtude à qual também chamamos caridade; junto com a fé e a esperança, a caridade conforma a vida espiritual do crente em comunhão progressiva com Deus. A maduridade do amor do crente é atingida quando há uma mudança do foco de atenção partindo do eu individual, ávido de referência, ao tu, no qual se descobrem vínculos unitivos novos. Talvez a moção primeira para aproximar-se de Deus seja o interesse em evitar a condenação eterna, ou os benefícios que sua relação pudesse trazer para a alma. Estes motivos, legítimos como são, estão ainda centrados no eu. E por isso, os santos falam da necessidade de purificá-los. De que precisamos purificar nosso amor?

Santo do Dia
S. Pedro Sebaste
séc. III ? bispo ? \"Pedro? quer dizer \"pedra, rochedo inabalável?

Pedro Sebaste era neto de S. Macrina, a Velha, e filho de S. Basílio, o Velho, e de S. Amélia. Seus irmãos, Basílio Magno, Gregório de Nissa e Macrina também foram elevados à glória dos altares. Trata-se, pois, de uma família de santos. Com a morte do pai, Pedro ficou sob os cuidados da irmã S. Macrina, que lhe dedicou especial cuidado, educando-o segundo o mandamento do amor ao próximo e da fidelidade a Deus. Foi-lhe, portanto, mãe, mestra, conselheira e anjo da guarda. Seu irmão Basílio, bispo de Cesaréia, fê-lo sacerdote e depois bispo de Eustátio. Viveu em uma época (séc. III) marcada pelo confronto da fé cristã com a heresia de Ario, o arianismo, que punha em dúvida a divindade de Cristo. Contra tais desvios doutrinais se pronunciou o Concílio de Constantinopla. O arianismo foi condenado e os dogmas e princípios cristãos reafirmados. O credo niceno-constantinopolitano é, por assim dizer, o resumo das principais verdades reafirmadas pelos bispos em Constantinopla. S. Pedro participou ativamente desse Concílio, revelando-se como ardoroso defensor da fé recebida dos apóstolos.