Consulta diaria

Primeira leitura: Gl 3,22-29: 
Vós todos sois filhos de Deus pela fé.
Salmo: Sl 104,2-3. 4-5. 6-7 (R. 8a): 
O Senhor se lembra sempre da Aliança!
Evangelio: Lc 11,27-28: 
Feliz o ventre que te trouxe. Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus.

 

Naquele tempo: Enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: 'Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram.' Jesus respondeu: 'Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática.'

Comentário

 

O povo sente admiração pelo modo como Jesus age. Está entusiasmado com os sinais milagrosos que realiza, de como trata a gente excluída, da forma como fala de Deus. Para uma mãe, não há melhor louvor que este: Feliz é a tua mãe que te trouxe no ventre e te ensinou a falar, a caminhar, a rezar! É a honra da família. Uma mulher, uma mãe, toma a iniciativa e em nome da multidão dirige este precioso elogio a Jesus, que não o despreza. É como se dissesse: está bem, minha mãe é feliz por ter-me carregado em seu seio, porém é muito mais feliz por ter acreditado na Palavra; por isso vou introduzi-la junto com os discípulos em outro modelo de louvores, em outro código de felicidade. A família sanguínea é algo precioso, mas estamos introduzindo no mundo, graças à força da palavra, outro modelo de família mais extensiva, onde cabem os excluídos das mesas fartas e os perdidos pelos caminhos.

Santo do Dia

S. Geraldo de Aurillac

855-909 ? leigo ? \"Geraldo? significa \"aquele que governa
com a lança?

A vida deste leigo e santo foi escrita por S. Odão, abade de Cluny. S. Geraldo viveu na França, por volta de 855. Seu pai, conde de Aurillac, era dono de consideráveis propriedades. Desde criança, foi uma criatura frágil, o que mais tarde o impedirá de ingressar na vida religiosa. Aos 7 anos, ficou cego mas recuperou a visão após algum tempo. Recusou-se casar, para entregar-se totalmente ao serviço de Deus e do próximo. Profundamente religioso, passou a vida praticando o bem e ajudando os necessitados. No fim de seus dias, ficou novamente cego, desta vez, definitivamente. Pressentindo que a morte se aproximava, intensificou suas obras de caridade: libertou os servos de sua propriedade, fundou um mosteiro em Aurillac, confiando-o aos monges de Cluny. Morreu em 909, em Saint-Cirgues.