Consulta diaria

Primeira leitura: Os 14,2-10: 
Não chamaremos mais 'deuses nossos' a produtos de nossas mãos.
Salmo: Sl 80, 6c-8a. 8bc-9. 10-11ab. 14.17 (R. Cf. 11.9a): 
Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!
Evangelio: Mc 12,28b-34: 
Amarás o Senhor teu Deus. Amarás o teu próximo.

Naquele tempo: Um mestre da Lei, aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Qual é o primeiro de todos os mandamentos?' Jesus respondeu: 'O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes'. O mestre da Lei disse a Jesus: 'Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios'. Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: 'Tu não estás longe do Reino de Deus'. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.

Comentário

Um doutor da lei está empenhado na busca autêntica da verdade. Quer saber a opinião de Jesus sobre o preceito mais importante. A preocupação poderia surgir do exagerado número de preceitos, que podiam chegar até 613, que confundia e impedia de cumprir o que realmente era importante. A resposta de Jesus une o amor a Deus e o amor ao próximo, combinando o texto de Dt 6,4-5 con Lv 19,18. A novidade de sua resposta se fundamenta na afirmação de que "não existe outro mandamento maior do que estes". Com estas palavras, Jesus firma um testamento ou um credo de fé para aqueles que lhe querem acompanhar na construção do reino. Doravante, qualquer observância religiosa e atitude de vida, carecem de significado se não tiverem o selo do amor. Em outras palavras "Eu quero misericórdia e não sacrifícios". O caminho mais seguro para encontrar a Deus é através do amor ao próximo e, quando amamos o próximo, entramos em oração com Deus. Servem estas palavras de Santo Agostinho para a nossa reflexão de quaresma, “Ame e faça o que quiser..."

Santo do Dia

S. Francisca Romana

1384-1440 ? religiosa e fundadora das oblatas de S. Francisca Romana ? protetora das viúvas ? \"Francisca? quer dizer, em
sentido amplo, \"pessoa livre, sincera, independente?

Os romanos a chamam carinhosamente \"Francisquinha?. Nascida em Roma, em 1384, era uma menina sagaz, devota, circunspecta e recatada, que desde cedo havia demonstrado o desejo de consagrar-se a Deus. Aos 13 anos foi dada a casamento com Lourenço de Ponziani, rico e nobre senhor de Trastevere. A ideia do casamento a deixou enferma, a ponto de correr risco de vida. Preocupados, os pais chamaram uma curandeira para tirar delas as forças maléficas, mas ela recusou recebê-la. Porém, uma visão de S. Aleixo devolveu-lhe a paz e a saúde física. Casada, Francisquinha soube fazer-se amada pelo marido e pelos três filhos, vivendo com simplicidade em meio aos bens materiais. Fez de sua casa um centro de ajuda aos doentes, e ela própria lhes preparava os remédios e os alimentos. Cuidava de tudo e de todos e, mesmo assim, reservava parte do seu tempo à oração. Foi, entretanto, duramente golpeada pela dor, primeiro com a morte de um dos filhos e, logo a seguir, de um segundo filho; depois, pela guerra que não poupou o marido. E por fim o único filho caiu prisioneiro e ela teve a casa saqueada. Apesar de todas essas adversidades, manteve a confiança inabalável em Deus. Acolhia a todos os que batiam à porta em busca 9 de março de auxílio. Em 1425, fundou a Congregação das Oblatas Olivetanas de S. Maria Nova. E, após a morte do marido, fez-se religiosa. Morreu no dia 9 de março de 1440 e foi canonizada em 1608.