Consulta diaria

Primeira leitura: Tg 1,12-18: 
Deus não tenta a ninguém.
Salmo: Sl 93,12-13a. 14-15. 18-19 (R. 12a): 
Bem-aventurado é aquele a quem ensinais vossa lei!
Evangelio: Mc 8,14-21: 
Tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.

Naquele tempo: Os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. Então Jesus os advertiu: 'Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes.' Os discípulos diziam entre si: 'É porque não temos pão.' Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: 'Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? Tendo olhos, vós não vedes, e tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?' Eles responderam: 'Doze.' Jesus perguntou: E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços? Eles responderam: 'Sete.' Jesus disse: 'E vós ainda não compreendeis?'

Comentário

Os discípulos estão no mar e caem na conta de que não têm pão; sentem-se inseguros frente a intempérie, têm medo de passar necessidade como tantos dias passam os pobres do mundo. O milagre da solidariedade que ajudou a multiplicar o pão para todos e que sobrou muito, doze cestos, não os fez confiar no Reino. Continuam pensando que a solução é econômica, que aquilo que Jesus fez foi algo improvisado e que salvou a situação por um momento. Esse é o fermento (mentalidade) dos fariseus e de Herodes. Não entendem que por detrás do que Jesus havia feito, há um projeto de partilha solidária, o único que pode restabelecer a igualdade e fazer com que sobre o pão. Nem os fariseus compreendiam a Jesus, nem os discípulos o compreendem. Nós o compreendemos? Que mentalidade egoísta, consumista, individualista, se apoderou de nós e nos distanciou da simplicidade do Evangelho? Tinham um pão no barco, mas não confiavam nele. Peçamos ao Senhor que alimente nossa vida com o fermento do Evangelho e não o fermento do poder.

Santo do Dia

S. Jordão

séc. XIV ? religioso ? \"Jordão? significa \"aquele que desce? e
refere-se ao famoso rio em que Jesus foi batizado

Jordão nasceu na Saxônia e estudou na Universidade de Paris, onde se encontrou com S. Domingos. Ingressou na Ordem dos Irmãos Pregadores, da qual mais tarde se tornou o segundo superior geral, sucedendo a S. Domingos. Sua atuação foi intensa: aperfeiçoou as Regras da Ordem e, por 15 anos, esteve à frente daquela família religiosa, governando-a com prudência e sabedoria. Fundou várias casas religiosas e estendeu a atividade dos dominicanos por toda a parte. Era uma pessoa carismática, que exercia forte poder de atração, arrastando à Ordem muitos jovens estudantes, entre os quais, Alberto Magno. Dotado de bom humor e sensibilidade, do dom de consolar, de acolher com bondade e compreensão os aflitos, fazendo-os recobrar o ânimo e a paz de espírito. Um dia, diante de uma crise de riso de um grupo de noviços, disse: \"Continuem a rir! Podem rir à vontade, pois vocês escaparam do diabo que os mantinham escravos. Riam à vontade, queridos filhos?. Morreu em um naufrágio, a caminho da Palestina, em 13 de fevereiro de 1237. Seu corpo foi recolhido da praia pelos dominicanos de Ptolemaida, que o sepultaram em sua igreja.