Consulta diaria

Primeira leitura: Tg 1,1-11: 
A comprovação da fé produz em vós a perseverança, para que vos torneis perfeitos e íntegros.
Salmo: Sl 118, 67. 68. 71. 72. 75. 76 (R. 77a): 
Venha a mim o vosso amor e viverei.
Evangelio: Mc 8,11-13: 
Por que esta gente pede um sinal?

Naquele tempo: Os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu. Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: 'Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal.' E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e se dirigiu para a outra margem.

Comentário

Os fariseus representam o grupo de pessoas que não creem em Jesus porque não se ajustam à sua maneira de pensar. Pedindo um sinal do céu estão dizendo que Jesus não lhes diz nada de Deus. Não veem nada porque não querem ver. Jesus suspira profundamente, com tristeza. São pessoas obstinadas que não querem ver o que Deus está fazendo em favor dos marginalizados e empobrecidos. Frente a esta mentalidade não há possibilidades para a ação de Deus. A Pessoa de Jesus, suas ações libertadoras, seus gestos de misericórdia e seu perdão generoso eram o grande sinal de que o Reino de Deus estava sendo inaugurado no mundo. Eles, porém, não o veem, porque não querem ver que são cúmplices da opressão que esmaga o povo. Diante dessa incompreensão obstinada, fechamento voluntário do coração, a exigência de que Deus aja de acordo com suas ideias, Jesus não pode fazer nada. Jesus não cai na tentação de fazer para eles um milagre, porque onde não há fé sincera nele não há milagres que sirvam.

Santo do Dia

S. Antônio Cauleas

séc. IX ? monge ? \"Antônio? significa \"aquele que está à frente?,
\"o que está na vanguarda?

Os pais de Antônio de Cauleas eram da Frígia. Ameaçados pelos iconoclastas, destruidores de imagens e perseguidores dos cristãos, fugiram para os arredores de Constantinopla, a fim de servir a Deus numa vida mais tranquila. Ali nasceu Antônio Cauleas, que logo ficou órfão de mãe. Aos 12 anos, o pai o confiou a um abade que o iniciou na vida contemplativa e o instruiu nas Sagradas Escrituras. Fez-se monge e logo depois, abade. Sua reputação chegou à Constantinopla e, em 888, foi aclamado sucessor de Estêvão, patriarca de Constantinopla. Levou vida austera, vigiando sobre si mesmo e praticando intensamente a caridade. Procurou estabelecer a paz no mundo cristão, abalado por heresias e intrigas políticas.