Consulta diaria

Primeira leitura: 1Sm 1,9-20: 
O Senhor lembrou-se de Ana e ela deu à luz um filho e chamou-o Samuel.
Salmo: 1Sm 2,1. 4-5. 6-7. 8abcd (R. Cf. 1a): 
Meu coração se alegrou em Deus, meu Salvador.
Evangelio: Mc 1,21b-28: 
Ensinava como quem tem autoridade.

Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 'Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus.' Jesus o intimou: 'Cala-te e sai dele!' Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saíu. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: 'O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!' E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galiléia.

Comentário

Retomamos o tempo comum e com uma oração cheia de fé, como a de Ana, pedimos ao Senhor a bênção que o sacerdote Heli dirigiu ao Senhor: "O Deus de Israel te conceda o que lhe pedes...". Seremos levados pela mão do Evangelista São Marcos que nos apresenta Jesus como o Messias esperado. Neste fragmento vemos o fundamento da autoridade de Jesus: suas palavras (ensinamentos) e suas obras (ações e milagres) estão intimamente ligadas. É o que faz tanta falta em nossos tempos diante de palavras ocas, promessas falsas, juramentos vazios, sem concretizar-se em fatos. Jesus se apresenta como quem sabe o que ensina e faz bem tudo o que realiza. Quando o endemoniado lhe pergunta 'Que queres de nós, Jesus Nazareno?', a resposta de Jesus vem através de suas ações: 'Devo ver tudo, venho para desterrar toda maledicência, toda injustiça, toda violência, toda mentira' que se encarnam na pessoa possuída. Somos chamados a colaborar na justiça, na verdade e na paz, mesmo que seja com pequenas ações.

Santo do Dia

S. Pedro Sebaste

séc. III ? bispo ? \"Pedro? quer dizer \"pedra, rochedo inabalável?

Pedro Sebaste era neto de S. Macrina, a Velha, e filho de S. Basílio, o Velho, e de S. Amélia. Seus irmãos, Basílio Magno, Gregório de Nissa e Macrina também foram elevados à glória dos altares. Trata-se, pois, de uma família de santos. Com a morte do pai, Pedro ficou sob os cuidados da irmã S. Macrina, que lhe dedicou especial cuidado, educando-o segundo o mandamento do amor ao próximo e da fidelidade a Deus. Foi-lhe, portanto, mãe, mestra, conselheira e anjo da guarda. Seu irmão Basílio, bispo de Cesaréia, fê-lo sacerdote e depois bispo de Eustátio. Viveu em uma época (séc. III) marcada pelo confronto da fé cristã com a heresia de Ario, o arianismo, que punha em dúvida a divindade de Cristo. Contra tais desvios doutrinais se pronunciou o Concílio de Constantinopla. O arianismo foi condenado e os dogmas e princípios cristãos reafirmados. O credo niceno-constantinopolitano é, por assim dizer, o resumo das principais verdades reafirmadas pelos bispos em Constantinopla. S. Pedro participou ativamente desse Concílio, revelando-se como ardoroso defensor da fé recebida dos apóstolos.