Consulta diaria

Primeira leitura: Atos 15,22-31: 
Decidimos não vos impor outro peso além do indispensável
Salmo: 56
Entre os povos, Senhor, vos louvarei
Evangelio: Jo 15,12-17: 
O que vos mando é que vos ameis uns aos outros

12 Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros, como eu vos amo.
13 Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos.
14 Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando.
15 Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que faz seu senhor. Mas chamei-vos amigos, pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai.
16 Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi e vos constituí para que vades e produzais fruto, e o vosso fruto permaneça. Eu assim vos constituí, a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vos conceda.
17 O que vos mando é que vos ameis uns aos outros.

Comentário

A missão do discípulo no mundo é dar testemunho do amor de Deus como Jesus fazia. Santo Agostinho dizia: "Ama e faz o que quiseres" porque com certeza se o nosso amor é verdadeiro, somente faremos o que é bom. O poder do amor como serviço está ameaçado pelo egoísmo, porém por mais que queiramos destruí-lo, ressuscita. Porque "sua fonte inesgotável é Deus Pai que nos amou em Jesus e nos 'primeireou' (chegou antes, adiantou-se, tomou a iniciativa) antes de que nos déssemos conta" (Papa Francisco). Um Deus que nunca se cansa de perdoar. Jesus diz com audácia divina: "Vejam, terão muitas leis e mandamentos a cumprir. Mas este mandamento do amor é meu mandamento. Esta é minha Lei", e para demonstrá-lo lava os pés, entrega-se no pão e no vinho para a comunhão e em seguida entrega sua vida na cruz. Oxalá vivamos com tanta intensidade o mandamento do amor, que possamos dizer com o bispo D. Pedro Casaldáliga: "E ao final do caminho me perguntarão: E tu, viveste, amaste? E eu sem dizer nada, abrirei o coração cheio de nomes".

Santo do Dia

S. Celestino V

1215-1296 ? papa ? \"Celestino? quer dizer \"do céu?, \"celestial?


O papa Celestino V, nasceu em Isérnia, Itália. É lembrado como o organizador de uma comunidade de eremitas no monte Morone, conhecida como Ordem dos Irmãos do Espírito Santo ou Celestinos. Eleito papa aos 79 anos, em 1284, logo renunciou ao pontificado, em uma demonstração de profunda humildade. Despindo-se das vestes papais e vestindo o antigo hábito monástico, prostrou-se diante do povo e pediu perdão pelos erros cometidos. Temendo que o velho eremita lhe criasse dificuldades, Bonifácio VIII, seu sucessor, forçou-o a uma prisão voluntária na fortaleza de Fiumone, onde passou os dez meses restante de sua vida no mais completo isolamento e abandono.