Consulta diaria

Primeira leitura: Ez 34,1-11: 
Vou libertar da boca deles as minhas ovelhas, para não mais lhes servirem de alimento.
Salmo: Sl 22 (23),1-3a. 3b-4. 5. 6 (R. 1): 
O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
Evangelio: Mt 20,1-16a: 
Estás com inveja, porque estou sendo bom?

 

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 'O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. És nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes disse: 'Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo'. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: 'Por que estais aí o dia inteiro desocupados?' Eles responderam: 'Porque ninguém nos contratou'. O patrão lhes disse: 'Ide vós também para a minha vinha'. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: 'Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!' Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: 'Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro'. Então o patrão disse a um deles: 'Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?' Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos.'

 

Comentário

A Igreja e a “vida consagrada” têm um entendimento grande e bastante complexo da proposta de Jesus, pois desafia as lógicas tradicionais que foram estabelecidas como “normais”. O texto do Evangelho é, como tudo sobre Jesus, forte e desafiador. Frequentemente, a posição de poder, títulos, ministérios são colocados como padrão para qualificar e organizar a escala social, eclesial e religiosa. A Parábola de hoje destrói, desde a raiz, a lógica da "possessão" e da "pretensão" dentro da comunidade de crentes. Tudo é um presente, tudo é graça, tudo é um dom. Nenhum crente pode e não deve se gabar de seu tempo, antiguidade, cargo, comissão ou ministério. Uma das tentações daqueles que foram convidados e chamados pela primeira vez é que eles não gostam que outros sejam chamados e que recebam o tratamento de dignidade que receberam. É necessário rever permanentemente a prática eclesial para ser fiel à proposta de Jesus.

Santo do Dia
S. João Eudes
1601-1680 ? fundador ? \"João? significa \"o Senhor é misericordioso?

João Eudes nasceu em Ri, perto de Argentan, França, em 1601. Era irmão do célebre historiador Francisco, a quem se deve a obra monumental História da França. Estudou com os jesuítas de Caen. Apesar de os pais desejarem para ele o casamento, escolheu a vida religiosa. Em 1624, entrou para o Oratório de Paris e ali permaneceu até 1642. Dedicando-se à evangelização, percorreu a Europa toda. Quando grassou a peste na Normandia, correu para lá a fim de prestar assistência às vítimas. Em 1643, fundou a congregação de Jesus e Maria ou Congregação dos Padres Eudianos, cuja finalidade era a formação dos candidatos ao sacerdócio e a pregação de missões populares. Juntamente com essa surgiu a congregação feminina das Irmãs Refúgio de Nossa Senhora da Caridade. Foi profundo devoto e divulgador do culto ao Sagrado Coração de Jesus e ao Sagrado Coração de Maria, deixando-nos o clássico livro O Coração Admirável da Santíssima Mãe de Deus, onde estuda os fundamentos dessa invocação. Morreu em 79 anos, em Caen, em 19 de agosto de 1680.