Consulta diaria

Primeira leitura: Ez 12,1-12: 
Prepara para ti uma bagagem de exilado, em pleno dia, à vista deles.
Salmo: Sl 77,56-57. 58-59. 61-62 (R. Cf.7c): 
Das obras do Senhor não se esqueçam.
Evangelio: Mt 18,21-19,1: 
Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

 

Tema: Santa Dulce Lopes Pontes, Religiosa (Memória facultativa) 

Naquele tempo: Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?' Jesus respondeu: 'Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo'. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. Ao sair dali aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei'. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?' O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.' Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão.

 

Comentário

A proposta de Jesus rompe com a lei natural. O ser humano, a partir de sua estrutura natural, acha impossível experimentar o perdão. A lei de Talião, "olho por olho, dente por dente" não é uma lei exclusivamente judaica, mas uma lei que domina a consciência natural de todo homem e mulher na história, pertencente a qualquer cultura e religião. Quem aceita a proposta de Jesus é convidado a assumir sua antilogia e a abraçar sua causa, rompendo com a mesquinharia da natureza e dando novos passos para a proposta de humanidade que a Boa Nova traz. Jesus pede que seus seguidores sigam novos caminhos, o do perdão, como uma nova proposta além da mesquinharia que a religião de sua época ensinava. Para seguir Jesus, é preciso ampliar a mente e o coração, dar vida à sua proposta, que leva o discípulo além de seus próprios limites sociais, culturais, religiosos e morais e o abre ao amor e ao perdão universal.

Santo do Dia
B. Felipe de Jesús Munárriz e 50 companheiros mártires de Barbastro

Padre Felipe de Jesús Munárriz e seus companheiros pertenciam à Comunidade Claretiana de Barbastro, Huesca. Na perseguição religiosa de 1936, na Espanha, foram presos e condenados à morte, Divididos em cinco grupos, foram fuzilados entre os dias 2 e 18 de agosto. Antes da execução, Faustino Pérez escreveu o famoso e comovente Testamento dos Mártires de Barbastro. Entre outras coisas dizia: \"(...) Todos com alegria vamos morrer, sem que ninguém desanime nem se entristeça?. E concluía que o sangue derramado haveria de fazer a congregação crescer e se espalhar pelo mundo inteiro...

Senhor Pai santo, tu que concedeste a Felipe de Jesús Munárriz e a seus companheiros fidelidade total à sua vocação missionária, seguindo Cristo até o martírio, e os fizestes testemunhas de caridade perfeita no perdão a seus perseguidores, concede-nos, por sua intercessão, a firmeza perseverante na fé, e uma caridade sincera para amar em Cristo a todos os irmãos.